De eletrônica embarcada ao design
de circuitos integrados
A ModuHub acumula uma década de entregas em eletrônica embarcada — instrumentação, energia, eletroquímica e IoT. O design de circuitos integrados é o passo seguinte natural de uma trajetória já documentada.
Construir o ecossistema brasileiro
de alta tecnologia
P&D em eletrônica embarcada e design de circuitos integrados — com um horizonte claro: gerar e reter a capacidade técnica de ponta que o Brasil precisa para competir com soluções originais no mercado global.
Contribuímos para comunidades open-source internacionais e buscamos projetar a engenharia nacional como origem de inovação, não apenas de produto.
Como chegamos até aqui
Antecedentes e origem
Antes da constituição formal da ModuHub, o coordenador técnico atuou como microempreendedor individual sob a KR Desenvolvimento, prestando serviços de engenharia eletrônica e estabelecendo as primeiras parcerias técnicas.
Nesse período, participou de atividades de teste de aplicação para microcontroladores nacionais reconhecidos pelo MCTIC como produtos brasileiros de inovação em semicondutores.
Fundação via Sinapse da Inovação
ModuHub constituída em 26 de março de 2018, a partir de projeto contemplado no programa Sinapse da Inovação 6ª Edição (FAPESC). Objetivo original: desenvolvimento de módulo de hardware embarcável para IoT com Bluetooth e Sub-1GHz (915 MHz).
A experiência acumulada com rádio sub-GHz, firmware embarcado e integração de sistemas nesse período lança as bases técnicas para as iniciativas posteriores em design de circuitos integrados.
Consolidação como prestadora de P&D
Projetos de hardware embarcado de complexidade crescente para parceiros diversos: gateway IoT com rede de sensores para monitoramento aplicado, e dispositivos eletrônicos com acelerômetro MEMS, medição metrológica e sistemas de controle criptográfico.
No setor de transporte, instrumentação de precisão para aplicações de metrologia em campo — equipamentos de medição de velocidade e distância percorrida, com dezenas de unidades fornecidas ao mercado.
No agronegócio, protótipo para monitoramento de saúde e comportamento de bovinos em campo, integrando sensoriamento de temperatura e análise de padrões de movimento embarcada.
Frente Eletroquímica — Primeira plataforma de diagnóstico
Desenvolvimento de plataforma eletroquímica portátil para análises de diagnóstico clínico, com interface Bluetooth LE e memória especializada em bancos de dados chave-valor. Projeto contemplado via subvenção econômica FINEP em tecnologias 4.0.
Resultado: lote piloto entregue a parceiro do setor de diagnóstico clínico — primeira validação comercial da frente de instrumentação eletroquímica.
Primeiro produto comercial — Medidor de Energia Portátil
Primeiro produto comercial da ModuHub homologado para uso por distribuidora de energia. O lote foi aprovado pela Divisão de Controle de Qualidade da CELESC Distribuição S.A. antes da aceitação definitiva — validando a capacidade da empresa de entregar eletrônica de instrumentação dentro dos requisitos normativos do setor elétrico.
O produto cumpre as normas NBR 14519 e NBR 14522, consolidando a presença da ModuHub no mercado regulatório de distribuição de energia.
Circuitos Integrados em Fluxo Aberto
Envolvimento com a comunidade FOSSi (Free and Open Source Silicon) e os PDKs abertos pela Google — SKY130 e GF180 — como base para construção de fluxo de design inhouse inteiramente em ferramentas open-source.
Tapeout de referência de tensão de precisão CMOS via Chipalooza, em tecnologia SKY130. O projeto recebeu revisão externa do Prof. Phillip E. Allen (Georgia Tech, autor de referência em design analógico CMOS), cuja sugestão de topologia cascode foi incorporada ao layout final. O fluxo desenvolvido é objeto de publicações e workshops como alternativa acessível ao EDA comercial de alto custo.
Frente Eletroquímica — OpenAFE e eletrodos
Projeto OpenAFE com subvenção FAPESC CP 08/2024 — Programa Mulheres+TEC: front-end analógico de precisão para análises eletroquímicas e biossensores.
Pesquisas em eletrodos para eletroquímica: em desenvolvimento conjunto com o SENAI Eletroquímica, ampliando a cadeia de valor da frente de diagnóstico iniciada em 2020.
Do fluxo aberto ao processador RISC-V
A trajetória em design de CIs com ferramentas abertas converge para o projeto de um microcontrolador de concepção nacional com núcleo RISC-V — arquitetura open-source de referência mundial. O escopo inclui aceleração de IA em borda e rádio multibanda (LoRa, IEEE 802.15.4g, Bluetooth LE).
Desenvolvido em parceria com laboratório especializado em arquitetura RISC-V e especialistas em RF CMOS 130nm.
Quem executa
Liderança técnica
P&DEquipe com formação em engenharia eletrônica e áreas afins, atuando em sistemas embarcados, RF, eletroquímica e design analógico de CIs.
Comprometida com o ecossistema open source: membros ativos da comunidade FOSSi, suportadores do RTOS Zephyr e pioneiros no uso e difusão de fluxos de design de circuitos integrados baseados em ferramentas abertas.