Design de Circuitos Integrados · SKY130 · RISC-V

CRUXRV

Um microcontrolador projetado para que rádio
e processamento de sinal sejam arquitetura — não periféricos acoplados.

Em desenvolvimento pela ModuHub sobre ferramentas EDA open-source e foundry CMOS 130nm. Uma base de hardware para equipes que desenvolvem soluções IoT com adaptação de rádio em campo. Core RISC-V validado em FPGA; referência de tensão CMOS taped out via SKY130.

Vref CMOS em silício · SKY130 Core RISC-V em FPGA ✓ FINEP · validação técnica
Por que agora

Três fatores criaram
esta janela ao mesmo tempo

01

RISC-V maduro e sem royalties

A arquitetura ISA aberta chegou à maturidade de ecossistema — compiladores, RTOS, ferramentas de debug — sem os royalties que encarecem e restringem designs baseados em ARM. Desenvolvimento nacional viável pela primeira vez sem licença de arquitetura.

02

PDKs open-source em foundry real

SKY130 (SkyWater, 130nm) e IHP SG13G2 (130nm BiCMOS) oferecem PDKs Apache 2.0 com acesso a shuttles MPW — abrindo silicon real para times pequenos. A ModuHub já percorreu esse caminho: fluxo completo de design validado com uma referência de tensão CMOS em silício, do esquemático ao chip.

03

Tributação criando vantagem estrutural

A Resolução GECEX 852/2026 elevou o imposto de importação sobre microcontroladores de 0% para 7,2%, com efeito cascata em IPI, PIS/COFINS e ICMS estadual. Silicon nacional elimina esse overhead por origem — vantagem permanente, não especulativa.

SDR · Rádio adaptativo

IoT é, antes de tudo,
um problema de rádio

A maioria dos produtos IoT falha no campo por razões de RF — interferência, cobertura insuficiente, protocolo inadequado para o ambiente. O rádio não é um periférico que se conecta ao microcontrolador: ele é a premissa do produto.

433 · 868 · 915 MHz

Redes de medição inteligente

Concentradores de rádio em redes MESH sub-GHz operam em ambientes com alta densidade de interferentes — transformadores, inversores, outros rádios. Um chip com modulação fixada em silício não tem visibilidade do espectro: quando o canal degrada, só resta aguardar ou intervir em campo.

LoRa IEEE 802.15.4g FSK / GFSK NB-IoT
433 · 868 · 915 MHz

Segurança eletrônica

Rádios de alarme e sensores sem fio são alvos de jammers disponíveis comercialmente. Chips com rádio convencional não expõem o espectro para análise — sem visibilidade de RF, não há como detectar um ataque, muito menos reagir a ele.

433 MHz ISM 868 / 915 MHz Frequência adaptável
Sub-GHz · 2,4 GHz

Sensoriamento industrial e de campo

Nós de sensoriamento distribuído precisam de protocolos diferentes dependendo do ambiente — fábrica, subestação, lavoura, área urbana. Com chip de protocolo fixo, isso significa hardware diferente por aplicação.

LoRa BLE FSK IEEE 802.15.4g
IA embarcada

IA no dispositivo —
o que impede hoje

MCUs de uso geral não têm suporte de hardware para inferência eficiente. O resultado são dois caminhos igualmente problemáticos: enviar dados brutos à nuvem, com latência, custo de rádio e dependência de link — ou executar inferência em software, sobrecarregando a CPU que já gerencia rádio e protocolo.

Decisão que depende do link

Redes sub-GHz de campo não têm largura de banda para transmitir dados de sensor continuamente. Cada decisão que depende da nuvem é uma aposta no link estar disponível — em fábrica, subestação ou lavoura, latência de round-trip inviabiliza qualquer resposta em tempo real.

Inferência em software — CPU sobrecarregada

Executar um modelo de inferência em software num MCU genérico consome ciclos que deveriam gerenciar rádio, protocolo e sensores. Sem aceleração em hardware, a escolha é entre funcionalidade de campo e IA local — dificilmente ambos no mesmo chip.

Coprocessador separado — PCB e toolchain

Chips com aceleração de IA usam arquitetura heterogênea: coprocessador com barramento separado, memória própria e toolchain diferente. Em produtos IoT de campo isso significa mais área de PCB, mais pontos de falha e dois ecossistemas de software para manter.

Arquitetura

Rádio, sinal e IA
como arquitetura nativa.

MCUs de uso geral conectam um front-end RF via SPI ou I²C — overhead de protocolo, latência não-determinística e CPU compartilhada entre aplicação e stack de rádio. Quando o rádio é integrado ao die, elimina-se o barramento de periférico, mas a modulação continua fixa em silício: sem visibilidade espectral, sem capacidade de adaptar protocolo em campo. No CRUXRV, o objetivo vai além: tratar processamento de sinais e inferência como capacidades nativas do core — SDR via datapath I/Q no próprio processador, sem coprocessador heterogêneo separado.

CRUXRV SoC — configuração de referência · 4 núcleos QSPI NOR código · pesos IA · OTA I-Cache · barramento de instrução (Harvard) Core 0 RV32I DSP · IA · ISA scratchpad Core 1 RV32I DSP · IA · ISA scratchpad Core 2 RV32I DSP · IA · ISA scratchpad Core 3 RV32I DSP · IA · ISA scratchpad RF Interface analógico · RF LNA · PA MIXER LO ADC / DAC → I/Q ↕ antena (ext.) inter-core stream bus I/Q Wishbone Bus UART SPI GPIO Timer
Processamento de sinais

Instruções nativas no core do processador

Filtros digitais, modulação e demodulação, análise espectral e funções trigonométricas são operações de primeira classe no core — implementadas como extensões do ISA e modificações na ALU.

  • Instruções RISC-V customizadas para operações de sinal
  • Unidade CORDIC na ALU — rotação vetorial e trigonometria nativas
  • Filtros FIR, decimação CIC e análise espectral
  • Modulação e demodulação digital, geração de portadora (NCO)
Inferência de IA em borda

Extensões de ISA e memória dedicada

O suporte a inferência parte de extensões do ISA para workloads de precisão reduzida, combinadas com arquitetura de memória projetada para streaming de dados — scratchpad local e acesso aos pesos do modelo diretamente via QSPI.

  • Extensões de ISA e modificações na ALU para INT4 / INT8
  • Streaming de pesos pelo fluxo de inferência
  • Scratchpad local por núcleo

O que isso viabiliza: split inference na hierarquia IoT — primeiros layers no nó sensor em precisão reduzida, camadas intermediárias em concentradores, decisão final na nuvem ou no próprio concentrador. Cada nível contribui com o que seus recursos permitem. Pesos do modelo residem na mesma QSPI do código, sem barramento separado.

Memória de programa — XIP sobre QSPI

NOR QSPI externa com Execute-in-Place e I-cache on-chip. Flash embarcada em PDKs open-source exige acordo comercial com a foundry; XIP sobre QSPI é a alternativa consolidada — madura, auditável e com custo adicional de BOM inferior a US$ 0,50. OTA nativo sem risco de brick, tamanho de flash configurável por produto. A mesma interface acomoda os pesos de modelos de IA ao lado do código — sem barramento separado.

Zephyr RTOS — suporte nativo

O CRUXRV é desenvolvido com suporte ao Zephyr RTOS como alvo primário. Drivers de periférico em desenvolvimento no mesmo fluxo do RTL — o ecossistema de aplicação cresce junto com o hardware, não depois. Toolchain GCC RISC-V, debug via JTAG/OpenOCD.

Multicore com memória local

Processador multiciclo de área reduzida — operações de ALU como multiplicação e CORDIC consomem múltiplos ciclos internamente, sem pressão de stall sobre o barramento. A simplicidade do core é intencional: permite replicar vários núcleos num mesmo nó de borda, cada um com memória local própria, sem hierarquias de cache compartilhadas. Paralelismo por instância, não por complexidade crescente.

Parceiros, investidores
e co-desenvolvimento

Estamos construindo parcerias com fabricantes que querem eliminar dependência de supply chain importado, com desenvolvedores que precisam de uma base de hardware radio-nativa para soluções em campo, e com investidores que entendem a janela do deep-tech nacional em semicondutores.